terça-feira, 3 de março de 2009

Comunhão Cristã – O Relacionamento Interpessoal na Igreja


“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.” (At. 2.44).

1. O Que é Comunhão?
A palavra comunhão na língua portuguesa significa a participação comum em crenças e idéias. No NT a palavra usada pelos escritores sacros para comunhão é koinonia, e significa literalmente compartilhar aquilo que temos em comum e, neste contexto, a palavra é usada no sentido de compartilhar com o propósito de edificar ou melhorar uns aos outros.

O pastor Fernando Fernandes autor do artigo ‘Viver em Comunhão’ publicado no site Bíblia World Net, descreve comunhão da seguinte maneira:

“No Novo Testamento, a comunhão cristã é expressa pelo termo koinonia, sendo o vínculo que interliga sinergicamente os cristãos uns aos outros, a Cristo e a Deus.”

“Koinonia é o espírito do compartilhar gracioso em contraste com o espírito egoísta que deseja tudo para si próprio, a pleonexia, que é a cobiça gananciosa comum ao mundo sem Deus.”

“O termo koinonia ocorre cerca de dezoito vezes no Novo Testamento e sempre está relacionada à convivência cristã em sua amplitude, pelo que percebemos que a koinonia deve ser uma característica peculiar da igreja evangélica, bem como um sinalético existencial do cristão autêntico.”

2. Ingredientes Para Um Cultivo Saudável da Comunhão Cristã.

a) Amor. Querer bem ao próximo, tratando-o com carinho. O amor é um atributo divino, oferecido e compartilhado ao homem, para esse relacionar-se qualitativamente com outras pessoas, tendo oportunidade de demonstrar afetuosidade e apreço.

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm. 12.10).

“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei.” (Rm. 13.8).

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rm. 13.10).

“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Gl. 5.14).

“Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço.” (1 Jo. 2.10).

b) Respeito. Qualquer indivíduo merece ser tratado com atenção e consideração, independente de sua cor, grau de instrução ou posição social. Entre essas pessoas, o grupo mais desprezado neste quesito são os idosos, num total desrespeito à pessoa humana e também uma grave desobediência à Palavra de Deus.

“A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.” (Pv. 20.29).

“Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós.” (1 Ts. 5.12-13).

“... e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.” (Hb. 10.24).

“Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” (Rm. 13.7).

c) Suporte. É uma qualidade que não pode ser confundida com tolerância, pois, como uma das ações essenciais para a saudável comunhão cristã, suportar é a capacidade de oferecimento voluntário e espontâneo que o crente possui para sustentar os mais fracos na fé. Portanto, dá-nos uma clara idéia de um tipo de esteio que suporta uma pesada e frágil parede, impedindo-a de cair e se espatifar ao chão.

“Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” (Rm. 15.1).

“Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.” (Ef. 4.1-2).

“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” (Cl. 3.13).

d) Humildade. Qualidade extremamente importante no caráter de qualquer pessoa. A humildade é a virtude que manifesta o sentimento de nossa fraqueza. É a forma simples, modesta e equilibrada como alguém age e define a si mesmo.

“Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Lc. 14.11).

“Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” (Rm. 12.3).

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Fl. 2.3).

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Fl. 4.12).

“Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (1 Pe. 5.5).

e) Compaixão. A Wikipédia traz a seguinte definição para o termo:

“Compaixão (do latin compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.”

“A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios. Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.”.

“E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.” (Mt. 14.14).

“Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo viram; e eles o seguiram.” (Mt. 20.34).

“Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm que comer.” (Mc. 8.2).


3. Vivendo em Paz.

Viver pacificamente numa comunidade, por menor que esta possa ser, constitui num dos grandes desafios do homem em todas as épocas de sua existência, apesar deste ter sido, desde a sua criação, feito para ser fértil, comunicativo e associável.

A Bíblia está repleta de narrativas de desentendimentos familiares que resultaram em violentas guerras. Sedições e rebeliões que custaram a vida de milhares de pessoas.

A obediência a Deus e a comunhão que o homem exercita diariamente com Ele, pode servir de norte para relacionamentos de melhor qualidade com o próximo. É impossível a um cristão alcançar testemunho favorável de Deus, com sendo um adorador fiel, se ao mesmo tempo esteja infligindo aborrecimentos e dissabores ao seu irmão.

A presença e a ação constante do Espírito Santo na vida do crente, proporciona-lhe condições de manter relacionamentos interpessoais mais sadios, sem a presença do ódio, da inveja e das traições, ações que são comuns aos que vivem de maneira a agradar à carne, através do orgulho e do egocentrismo.

“Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.” (Rm. 12. 18).

“Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” (Rm. 14.19).

“Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.” (2 Co. 13.11).

Jesus Breve Virá!

Um comentário:

Anônimo disse...

Quem fala sobre os relacionamentos é um escritor, o autor do livro A LINGUAGEM CORPORAL NOS RELACIONAMENTOS E PAQUERAS, ele é um palestrante conhecido como marcos tadeu cardoso, ate baixei o livro dele gratuitamente na net rsrrss